Ecoeficiência operacional nas refinarias

Conheça o trabalho que é feito para melhorar a eficiência energética das nossas refinarias.

Enquadramento

Compromisso Galp

Na Galp temos o compromisso de melhorar o nosso desempenho de segurança, saúde e ambiente.

Por outro lado, procuramos contribuir para a satisfação das necessidades energéticas futuras e para a minimização da intensidade carbónica da atividade.

Objetivos de desenvolvimento sustentável

Assegurar o acesso à energia acessível, fiável, sustentável e moderna para todos.  
Assegurar padrões de consumo e de produção responsáveis.  
Implementar medidas para combater as alterações climáticas e os impactes associados.  
Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres.  
Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.  

Abordagem estratégica

A nossa estratégia

A crescente escassez de recursos coloca a sua gestão e utilização como um dos grandes desafios dos dias de hoje. Este desafio é por nós assumido e para tal comprometemo-nos com a ecoeficiência, a utilização eficaz de recursos, a minimização dos impactos negativos e a maximização dos benefícios ambientais, técnicos e económicos.

De acordo com a nossa estratégia, estamos comprometidos com a melhoria contínua, garantindo a sustentabilidade das nossas operações, com foco na ecoeficiência operacional e na eficiência energética do sistema de refinação.

Os nossos principais objetivos são:

  • Evoluir, gradualmente, para as melhores referências de mercado a nível de intensidade de emissões e eficiência energética;
  • Identificar e mitigar os impactos associados às tendências e exigências regulamentares, nomeadamente em relação aos limites de emissão no seguimento de refinação;
  • Identificar a exposição, a médio prazo, ao risco físico das alterações climáticas e elaborar planos ou medidas de adaptação;
  • Relacionar programas de responsabilidade social com a refinação & distribuição e com as estratégias para as alterações climáticas.

Esta abordagem permitirá à Galp contribuir para a proteção dos serviços de ecossistemas e redução da pegada ambiental decorrente da atividade, garantindo assim a proteção das pessoas, do ambiente e dos ativos.

 

Abordagem segundo a metodologia do Natural Capital Coalition Protocol 

Porque é importante para a Galp e para os seus Stakeholders?

O segmento de negócio da refinação processa matéria-prima em duas refinarias, Matosinhos e Sines. Estas instalações possuem uma capacidade total de refinação de 330 mil barris de petróleo bruto por dia, cerca de 20% da capacidade de refinação Ibérica.

Um dos nossos objetivos estratégicos para o negócio da Refinação é o “foco na eficiência energética e na otimização de processos do sistema refinador, tanto na otimização dos custos como do capital empregue”. Neste sentido, assumimos a ecoeficiência operacional como uma opção estratégica que incorpora os riscos e as oportunidades inerentes à sua gestão.

A ecoeficiência operacional foi identificada, pela gestão de topo da Galp e pelos nossos stakeholders, como um tema material para a nossa atividade. Tendo em conta os indicadores relacionados com a ecoeficiência operacional, as refinarias representam, em termos gerais, a maior materialidade (aproximadamente 90%) no universo das nossas instalações.

Ações e medidas

A nossa abordagem

Na Galp, continuamos a implementar novas ações, tendo em vista a melhoria da ecoeficiência do nosso aparelho refinador, mesmo após a implementação do projeto global de conversão das refinarias de Matosinhos e Sines - o mais ambicioso projeto industrial desenvolvido em Portugal.

Este projeto teve como objetivo adaptar o aparelho refinador às novas tendências de procura nos mercados de combustíveis e dotar as refinarias de melhorias que permitam atingir níveis de referência em termos de eficiência energética, através da modernização das instalações e dos processos.

A implementação destas medidas traduz-se num plano de eficiência energética para cada refinaria, com o ambicioso objetivo de torná-las numa referência do sector a curto prazo.

Ao nível do controlo e redução das emissões atmosféricas, são tomadas medidas tendo em vista a redução de emissões nas operações de refinação, tornando estas operações e os respetivos produtos cada vez mais sustentáveis, através da implementação das melhores tecnologias disponíveis.

Medidas de Melhoria da Ecoeficiência

  • Otimização dos sistemas de combustão;
  • Ajuste do portfólio de combustível, dando preferência aos combustíveis com menos carbono e enxofre;
  • Introdução de um aditivo para redução dos óxidos de azoto no catalisador de FCC (fluid catalytic cracking);
  • Integração de novas especificações do combustível, minimizando assim impactes ambientais da utilização de produtos comercializados;
  • Estabelecimento de objetivos e metas com base em indicadores de desempenho (KPIs).

Todas as ações relativas à melhoria da ecoeficiência operacional têm como denominador comum a maximização da eficiência do uso de recursos e a minimização dos impactes ambientais.

Resultados atingidos

Indicadores da Refinação 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Var. 2013-2018
Consumo direto de energia de fontes primárias por carga tratada (TJ/mmboe) 397 373 377 376 391 381 -4%
Consumo de água bruta por carga tratada (10³m³/mmboe) 87 84 73 75 75 82 -5%
Efluentes líquidos por carga tratada (103 m³/mmboe) 44 47 46 48 41 54 +22%
Resíduos produzidos por carga tratada (t/mmboe) 131 150 159 196 139 358 >100%

Nos últimos três anos reduzimos o consumo de energia direta por fontes primárias e de água bruta por carga tratada. Por outro lado, registou-se um aumento da produção de resíduos e efluentes por carga tratada.

Este aumento é resultado de situações fora da atividade normal de refinação, como a realização de trabalhos de manutenção e paragens programadas em certas unidades ou a variação dos níveis de pluviosidade.

O segmento de refinação é responsável pelo processamento da maioria das matérias-primas na Galp.

Em 2018, foram processadas 110 mmboe de matérias-primas no segmento de refinação.

  2015 2016 2017 2018
Matérias-primas processadas (t) 17.375.854 16.446.280 17.361.583 15.382.150

Eficiência energética

A Galp mantém o foco na otimização dos processos do seu aparelho refinador e na maximização da eficiência energética e processual. Temos vários programas e projetos em curso para otimizar a utilização de recursos e materiais nas nossas operações, tanto nas refinarias de Sines como de Matosinhos, com objetivo de atingir melhorias contínuas, minimizando variações de processos e reduzindo a produção de resíduos e efluentes líquidos e gasosos.

Em 2018, foram implementados projetos relevantes para a conversão da atividade de refinação e de melhoria da eficiência energética, com um investimento total de c. €13,5 m.

Na Galp, estamos a trabalhar para reduzir a intensidade carbónica da nossa atividade de refinação.

Desempenho da refinaria de Sines

Indicador 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Var. 2013-2018
CO₂/CWT 37,7 32,9 32,1 31,8 31,3 31,3 -17%
EII (%)  101 92,7 94,6 93,3 93,8 96,2 -7%

Desempenho da refinaria de Matosinhos

Indicador 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Var. 2013-2018
CO₂/CWT 31,7 28,2 26,6 28,9 27,0 28,5 -10%
EII (%)  84,4 82,7 80,9 81,0 80,1 80,7 -4%

Na Refinaria de Sines foi implementado o projeto de Reliability Centred Maintenance (RCM), metodologia que tem produzido resultados visíveis, contribuindo para uma tendência positiva ao longo do segundo quartil.

A Refinaria de Matosinhos concretizou o seu compromisso: sustentar o posicionamento na Disponibilidade e Eficiência Energética, mantendo a liderança desses indicadores na Europa Ocidental.

Uso eficiente da água

Nos últimos anos, ambas as refinarias têm implementado diversas medidas para reduzir e reutilizar a água nas nossas operações. Realçamos as seguintes medidas implementadas:

  • Reutilização da água tratada nos Sour Water Strippers (SWS);
  • Utilização das águas pluviais para o sistema da rede de águas contra incêndios;
  • Utilização das águas pluviais para o sistema de rega;
  • Reutilização da água tratada após tratamento terciário na estação de tratamento de águas residuais industriais, em algumas unidades processuais;
  • Monitorização e optimização da água utilizada em lavagens de pavimentos, drenagem de condensados e em outras atividades de uso intensivo de água.

Controlo e redução das emissões atmosféricas nas refinarias

O nosso aparelho refinador revela uma melhoria de desempenho, através de reduções de emissões atmosféricas, expresso nos números abaixo quando se compara o desempenho entre 2018 face a 2005.

(2005-2018) Galp
NOx -82%
SO₂ -78%
Partículas -85%

Estes resultados mostram que as nossas refinarias seguem as tendências de redução de emissões atmosféricas da União Europeia, sendo percetível que estamos em linha ou a superar as tendências da indústria na geografia em que operamos.

Impactos económicos

Desde 2013, a adoção de medidas de ecoeficiência promoveram poupanças superiores a 160 Milhões €.

Despesas, investimentos e poupanças/prevenção de custos

(Milhões €/ano) 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Investimentos 9,99 3,45 8,33 11,7 9,06 26,93
Custos Operacionais 9,51 7,77 5,34 4,61 5,13 6,20
Despesas Totais  19,51 11,23 13,68 15,79 14,19 33,13
Poupanças e custos evitados 31,13 39,61 30,37 24,06 15,75 39,81
% de operações cobertas 100 100 100 100 100 100

As poupanças e custos evitados têm-se mantido em níveis consideravelmente acima das despesas totais (em investimento de capital e custos operacionais) tidas na melhoria da ecoeficiência operacional. Tal significa que os investimentos têm sido eficazes e gerado retorno, o que confirma o sucesso das decisões estratégicas tomadas, viabilizando benefícios a médio e longo prazo.

Os custos operacionais relacionados com os sistemas de gestão ambiental nas refinarias têm sofrido uma redução desde 2012, em resultado das melhorias decorrentes da estratégia de ecoeficiência.

Os investimentos realizados em 2012 e 2013 foram baseados nas MTDs, no âmbito do projeto de conversão das refinarias. Os investimentos realizados a partir de 2013 estão, essencialmente, relacionados com eficiência energética.

As poupanças e custos evitados incluem: poupanças anuais relacionadas com gestão ambiental; evitar custos de CO2 (2012- 2018), poupanças ao nível da eficiência energética (2013-2018); benefícios de reutilização de água; poupança de custos de aquisição de eletricidade pelas refinarias (2013-2018).

Impactos sociais

Os impactos sociais resultantes da melhoria da ecoeficiência operacional do aparelho refinador estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) já enumerados.

As medidas tomadas, principalmente, ao nível da eficiência energética e do controlo de emissões atmosféricas produzirão, em última instância, benefícios para a sociedade nível de:

  • Acesso à energia acessível, fiável, sustentável e moderna para todos;
  • Promoção de padrões de consumo e de produção responsáveis;
  • Implementação de medidas de combate às alterações climáticas e os impactes associados;
  • Proteção, restauração e promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres;
  • Implementação e revitalização duma parceria global para o desenvolvimento sustentável.

A Galp pretende contribuir para a persecução destes objetivos para a sociedade em geral, promovendo as ações, medidas e metas já mencionados, além dos planos fora do âmbito da refinação.

Se a nível global pretendemos contribuir para o bem-estar social, nomeadamente através dos ODS, a nível local e regional os benefícios decorrentes dos impactes da ecoeficiência poderão ser mais significativos.

As medidas de eficiência energética e ao nível do consumo e produção responsável irão diminuir a pressão sobre os recursos locais e, no futuro, poderão também ter um contributo para a diminuição da produção de efluentes e resíduos.

A redução de emissões atmosféricas decorrentes de medidas diretas de controlo de emissões, além das medidas de eficiência energética, também irão produzir benefícios para a população local, nomeadamente ao nível da qualidade do ar.

Em suma, os resultados alcançados permitem minimizar os impactes negativos decorrentes da atividade de refinação e otimizar os benefícios ambientais, técnicos e económicos, além de reforçarem a confiança dos vários stakeholders, quer ao nível social como empresarial.

Conclusões

Em 2018, a Galp melhorou o seu desempenho nos indicadores de ecoeficiência operacional, nomeadamente no consumo de energia e de água, bem como, na intensidade carbónica e energética, face a 2013.

Para alcançar este desempenho, é essencial a constante definição de metas e objetivos desafiadores para as instalações mais materiais, bem como o compromisso da gestão de topo.

Porque a ecoeficiência operacional é um tema estratégico e material, na Galp identificamos oportunidades de melhoria e estabelecemos planos de ação relacionados com a redução do consumo de água, produção de efluentes líquidos, consumo de energia e produção de resíduos, com efeitos positivos nos custos de gestão associados.

Desafios enfrentados e lições aprendidas

  • O desafio diário de alcançar a excelência operacional;
  • A qualidade dos dados, monitorização e melhoria na comunicação;
  • Os benefícios provenientes da definição do target a fim de melhorar.

Próximos passos

Temos como objetivo minimizar o impacte das nossas operações, diminuindo de forma sustentada a intensidade carbónica da atividade.

Queremos ser líderes em eficiência energética na Europa Ocidental, e para tal esperamos atingir em 2021 o quartil superior de referência Solomon no sector de refinação em ambas as refinarias (sendo que Matosinhos já atingiu essa meta).

Até 2023, teremos investido c. €66 m em projetos de ecoeficiência, evitando a emissão de mais de 150 kt de CO2e.

Até 2022, teremos reduzido a nossa intensidade carbónica em 25% na refinaria de Sines e 15% na refinaria de Matosinhos, com base nos valores de 2013.

Vamos continuar a definir metas e objetivos em ecoeficiência de acordo com a relevância e a natureza da operação.

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