Upstream em Angola

A Galp tem actualmente cinco projectos sancionados e seis licenças de exploração em Angola, em parceria com algumas das mais conceituadas empresas do sector petrolífero a nível mundial.

Os cinco projetos offshore sancionados estão localizados nos blocos 14 e 14K, com duas plataformas compliant piled tower (CPT), e no bloco 32, com duas unidades Floating Production Storage and Offloading (FPSO), todos em fase de produção.

Bloco 14

   
Consórcio:  Galp (9%), Chevron (Operador, 31%), Eni (20%), Total (20%), Sonangol (20%)
Área: 4.091 km²
Tipo: Águas profundas
Profundidade da água: 200 - 2.000 metros

O bloco 14 tem atualmente três campos em produção:

  • Kuito;
  • Benguela-Belize-Lobito-Tomboco (BBLT);
  • Tômbua-Lândana.

A licença de produção foi atribuída em 1995 e o bloco está em produção desde dezembro de 1999.

O bloco 14 é constituído por seis áreas de desenvolvimento:

  • Tômbua-Lândana Re-Demercated
  • Negage
  • Gabela
  • Malange
  • Lucapa
  • Menongue

A área de desenvolvimento Tômbua-Lândana remarcada compreende todos aos campos atualmente em produção, no bloco 14.

A nova Área Remarcada de Desenvolvimento de TL compreende a fusão das antigas áreas de desenvolvimento de Kuito, BBLT e TL (DA) em decorrência da aprovação do Decreto Presidencial 218/20 em agosto de 2020, que visa melhorar os Termos Fiscais e as Condições do Contrato PSC, maximizando o valor do projeto e estendendo a vida do campo com uma campanha contínua de perfuração no campo.

Bloco 14K-A-IMI

   
Consórcio: Galp (4,5%), Chevron Overseas Congo LTD (Operador, 15,75%), Cabinda Gulf Oil Company (15,5%), Sonangol (10,%), SNPC (7,5%), Total Angola (10%), Total Congo (26,75%), Eni (10%)
Área: 700 km²
Tipo: Águas profundas
Profundidade da água: 500 - 1.000 metros

O bloco 14K–A–IMI fica situado na fronteira entre Angola e a República do Congo.

Neste bloco existe o campo de Lianzi, em produção desde 2015, com uma ligação tie-back aquecida eletricamente de 43 km à plataforma CPT do campo BBLT.

Bloco 32

   
Consórcio: Galp (5%), Total (Operador, 30%), Sonangol Sinopec Int. (20%), Sonangol P&P (30%), ExxonMobil (15%)
Área: 5.090 km²
Tipo: Águas ultraprofundas
Profundidade da água: 1.400 - 2.000 metros

No bloco 32 foram realizadas várias descobertas desde o início da concessão.

A sua dispersão geográfica obriga à determinação de um conceito técnico de desenvolvimento que permita agregar várias descobertas. O bloco é constituído por dois grandes projetos em diferentes fases, Kaombo e Central North East (CNE).

O projeto Kaombo é um projeto de águas ultraprofundas com vista ao desenvolvimento de seis campos conectados via 300 km de pipelines, com duas unidades FPSO alocadas: Kaombo Norte e Kaombo Sul.

Cada uma destas unidades tem uma capacidade nominal de processamento de 125 kbpd. A FPSO a desenvolver o Kaombo Norte iniciou produção em ulho de 2018, enquanto que a unidade alocada ao Kaombo Sul entrou em produção em abril de 2019.

No final de 2020, o consórcio tinha perfurado 45 poços dos 62 previstos para o desenvolvimento do campo de Kaombo, para suportar a produção em ambas as unidades FPSOs presentes nas áreas Norte e Sul do campo.

 

O desenvolvimento da CNE envolve vários pequenos campos espalhados por uma área relativamente grande, incluindo: ACCE (Alhos, Cominhos e Cominhos Este); Colorau e Manjericão. ACCE significa a área incluindo os campos de Alhos, Cominhos e Cominhos Este da DA do CNE.

Em 2018, o Consórcio do Bloco 32 apresentou um Projeto de Pré-Desenvolvimento que pode levar a uma nova Fase de Desenvolvimento dessas Áreas. Em 1Q20 foi perfurado um poço de avaliação (COM-4) a fim de confirmar os recursos presentes em COM-Este.