O corpo de Bombeiros de Alcoutim atua sobretudo no concelho mas, se necessário, vai em socorro a qualquer ponto do Algarve ou mesmo do país. Estes “soldados” vão onde forem precisos mais meios. No Algarve, explica o comandante, “a colaboração entre as várias corporações é essencial: o problema de um é problema de todos. Se houver um incêndio em Monchique nós vamos para Monchique. Em grandes incêndios, o socorro é coordenado ao nível regional e avança quem for necessário, de acordo com a proximidade e as escalas definidas”.

Bombeiro desde os 17 anos, José Ribeiros sente-se realizado e feliz por contribuir para a segurança das pessoas e do país
Numa emergência, há tanta coisa em jogo que exige uma gestão cuidadosa, mas rápida das situações, pelo que a tensão é enorme. “Quando somos os primeiros a chegar a um incêndio, há muitas preocupações iniciais: identificar pontos sensíveis como pessoas, casas ou acessos; avaliar o combustível presente, como mato ou árvores; e coordenar as equipas que vão chegando, entretanto avisadas via rádio. A primeira meia hora é particularmente crítica, pois ainda estamos a perceber o terreno e a decidir quais as melhores estratégias a seguir. Aos poucos, com uma estrutura já definida, em que uns se focam no combate, outros na logística e outros no planeamento, a operação torna-se mais eficaz”, detalha ainda.
Além disso, oferecem outro tipo de apoio, como o transporte não urgente de doentes, e estabelecem parcerias com outras instituições, como é o caso da Odiana, a Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, com a qual têm vindo a desenvolver atividades junto da comunidade, e a Galp, que opera em Alcoutim um dos maiores parques solares fotovoltaicos do país, ao qual prestam assistência ao nível da segurança.