Sem prémio mas com muitos aplausos ficaram os projetos apresentados pela Bandora, uma plataforma de IA (inteligência artificial) que recolhe dados gerados pelos edifícios e utiliza-os para implementar soluções em tempo real, ajudando a reduzir o consumo de energia até 40% e a Voltaware, uma plataforma de análise de informação e de gestão de consumo de energia elétrica em casa. “É possível, por exemplo, manter as temperaturas fixas em edifícios públicos garantindo uma redução de custos”, explicou Márcia Pereira, da Bandora. A viver em Londres, o francês François Gruber-Magitot, responsável pala candidatura da Voltaware, enalteceu a importância do programa Colmeia na formação da população. “Este concurso é muito importante porque, de várias formas, permite às pessoas saber mais sobre literacia financeira”, afirmou.
Comunidade ativa na transição energética
Na vertente, “IN. COMUNIDADE” os projetos contaram com participação ativa dos moradores no processo de inovação e transição energética. Os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver as suas ideias inovadoras, de receber orientação especializada e de aceder a recursos para transformar as suas ideias em realidade e, à final, chegaram três projetos.
O projeto Suntech Workflow foi o primeiro classificado e recebeu um prémio de 12.500 euros que usou para desenvolver uma solução que analisa e sugere otimizações para empresas instaladoras de energia solar. “Este concurso foi o local certo para desenvolver uma ideia e encontrar a solução para um problema”, afirmou Mohsen Motamedi, o responsável pelo projeto. Natural do Irão, estudante do Instituto Superior Técnico, a residir em Lisboa, Mohsen diz que Galp permitiu criar “uma sinergia entre os projetos e a sua execução”.
Em 2.º lugar, com um apoio financeiro de 7.500 euros, ficou o projeto “Bairro”, que trabalha na instalação de painéis fotovoltaicos para fornecimento de energia de forma a mitigar a pobreza energética de um dos bairros mais carenciados de Matosinhos. “Com a criação de uma unidade fotovoltaica, a produção vai reverter para entidades sociais”, justificou Pedro Vieira, colaborador da Galp e autor do projeto premiado.
Com um prémio de 5.000 euros, em 3.º lugar, ficou o “Energia com vida”, que trabalha num sistema de trampolins piezoelétricos para conversão da energia cinética gerada pelas pessoas em energia elétrica e distribuí-la onde for necessário. João Lopes, autor da iniciativa, revelou que os trampolins podem ser instalados em “discotecas, ginásios, festas populares e espaços infantis” e ativados com “saltos, dança ou ginástica”. “Onde houver movimento, há energia”, disse.

Marta Pontes, da Câmara Municipal de Matosinhos, destacou o papel da Colmeia na comunidade