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Projeto Bacalhau: do fundo do Atlântico ao topo da produção

Projeto Bacalhau: do fundo do Atlântico ao topo da produção

Negócio

A mais de 2.000 metros de profundidade, no pré-sal da Bacia de Santos, a 185 quilómetros da costa brasileira, uma das maiores infraestruturas offshore do Brasil entrou em operação. O projeto Bacalhau, como é hoje conhecido, foi desenvolvido em parceria entre a Galp, a Equinor, a ExxonMobil e a Pré-Sal Petróleo S.A., e é o resultado de 25 anos de investimento da empresa portuguesa em terras de Vera Cruz.

No centro desta operação está o FPSO Bacalhau, uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência capaz de produzir até 220.000 barris de petróleo por dia. É uma das maiores embarcações em operação nas águas brasileiras. Com 370 metros de comprimento e 64 metros de largura – cerca de três campos e meio de futebol –, foi desenvolvido para assegurar uma operação contínua, 24 horas por dia, em condições exigentes.

FPSO Bacalhau: uma fábrica no meio do oceano 

 

Extrair petróleo no campo Bacalhau implica operar num ambiente de elevada complexidade técnica. O petróleo encontra-se sob o fundo do mar, abaixo de uma espessa camada de sal. Para lá chegar, são perfurados poços submarinos ligados a um sistema de produção instalado no leito marinho, que transporta os fluidos até à superfície. 

Ao todo, o desenvolvimento liga 19 poços submarinos ao FPSO Bacalhau, desenhado para funcionar como uma instalação industrial no mar. Com capacidade para produzir até 220.000 barris de petróleo por dia – dos quais cerca de 40.000 correspondem à participação da Galp – e armazenar cerca de 2 milhões de barris, esta é uma das mais avançadas unidades deste tipo a operar no Brasil. 

A embarcação está permanentemente ancorada a cerca de 2.050 metros de profundidade, ligada ao sistema submarino que assegura a produção contínua do campo. A bordo, uma tripulação de cerca de 160 pessoas garante uma operação contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, fazendo do FPSO Bacalhau uma verdadeira cidade no meio do oceano. 

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Nuno Bastos

Vice-Presidente Executivo de Upstream

 

Estamos a produzir mais de 100.000 barris por dia num navio que tem uma capacidade de produção de 220.000. Estamos a procurar encontrar as soluções para acelerar, atingirmos a máxima da capacidade de um navio tão cedo quanto possível para podermos ambicionar ter um único FPSO a produzir 70.000.000 de barris num ano em Cruzeiro que já esperamos que seja o de 2027.

Uma história com 25 anos

 

A história do Bacalhau começa no início dos anos 2000, quando a Galp entra no Brasil, numa altura em que o potencial do pré-sal ainda era uma incógnita. A descoberta de 2012 – então chamada Carcará – mudou tudo, revelando uma das maiores reservas de petróleo encontradas na região 

Mais de duas décadas depois, o Bacalhau é hoje um dos projetos mais relevantes do offshore brasileiro e um marco no percurso da Galp no país. Descubra a história do projeto que mostra como a energia se constrói com resiliência.

Investimento estratégico para a Galp

 

O projeto Bacalhau é desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela Equinor, com 40% e papel de operadora, em parceria com a ExxonMobil (40%) e a Galp (20%), através da Petrogal Brasil, uma joint venture entre a Galp (70%) e a Sinopec (30%). A PPSA, empresa estatal brasileira responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção, também integra o projeto. 

A Galp é a única parceira que assinou o contrato de concessão original do bloco BM-S-8, há cerca de 25 anos, mantendo desde então uma presença contínua no ativo. Essa continuidade traduz-se numa participação ativa em todas as fases do projeto, desde a exploração inicial até à entrada em produção.  

Impacto na comunidade local

 

Ao longo da sua vida útil, estimada em cerca de 30 anos, o projeto deverá contribuir para a criação de aproximadamente 50.000 empregos, diretos e indiretos. Só na fase de desenvolvimento, foram gerados cerca de 3.000 postos de trabalho. 

Este impacto estende-se também à indústria local. Cerca de 60% dos trabalhos submersos da primeira fase foram assegurados por empresas brasileiras, contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas e para o fortalecimento da cadeia de valor do setor energético no país.

 

São projetos como este que nos dão escala e nos dão espaço para fortalecer esta nossa ambição de continuarmos a crescer. [...] Podemos estar hoje aqui porque alguém há 25 anos sonhou que era possível. E é este o legado que temos de celebrar.

 

Nuno Bastos

Depois de mais de duas décadas de investimento, o Bacalhau entra agora numa nova fase. Com a produção a ganhar escala, o projeto afirma-se como um pilar do crescimento da Galp e um passo relevante na sua evolução no panorama energético global.

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