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Mobilidade elétrica

Mobilidade elétrica

A era do carregamento ultrarrápido

Durante muito tempo, a mobilidade elétrica esteve associada a dúvidas sobre autonomia, disponibilidade de carregadores e tempos de espera. Hoje, o cenário é diferente. Com uma rede pública em expansão e carregadores ultrarrápidos cada vez mais presentes nas principais estradas do país, carregar tornou-se mais rápido e mais integrado no dia a dia de quem se move a eletricidade.

A mobilidade elétrica está a ganhar cada vez mais espaço em Portugal. O número de veículos eletrificados continua a crescer, a rede pública de carregamento expande-se todos os anos e surgem soluções capazes de responder a necessidades muito diferentes - desde as deslocações do dia a dia às frotas empresariais e ao transporte de mercadorias.

Os números ajudam a perceber esta evolução. Segundo a ACAP, os veículos eletrificados representaram cerca de 56% das novas matrículas de ligeiros de passageiros em 2025. No mesmo ano, este mercado cresceu 30,6%, mostrando que a eletrificação está a deixar de ser uma escolha de nicho para se tornar uma opção cada vez mais comum.

Este crescimento sente-se também na utilização da rede. Segundo a MOBI.E, em 2025 foram realizados mais de 8,8 milhões de carregamentos na rede pública nacional, um aumento de 45% face ao ano anterior. O número de utilizadores ultrapassou os 474 mil.

 

Quando a infraestrutura acompanha a transformação

 

 

Quem percorre regularmente a A1 ou a A2 dificilmente nota a mudança à primeira vista. Mas está lá. Em maio de 2026, a Galp concluiu a eletrificação dos dois principais corredores rodoviários nacionais através da instalação de oito hubs ultrarrápidos em Pombal, Aveiras, Alcácer do Sal e Aljustrel.

O investimento de 6,1 milhões de euros disponibiliza 96 carregadores ultrarrápidos e cerca de 20 MW de potência instalada ao longo das duas principais autoestradas do país, criando uma ligação contínua entre o Porto e o Algarve.

Este projeto é um reflexo de uma mudança mais ampla. À medida que a mobilidade elétrica ganha escala, cresce também a necessidade de uma infraestrutura capaz de acompanhar diferentes formas de utilização: das deslocações diárias às viagens de longa distância, passando pelas frotas empresariais e pelo transporte de mercadorias.

 

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João Diogo Marques Silva, Co-CEO da Galp

Temos tido um aumento muito significativo do número de carregamentos nas nossas infraestruturas, entre 30% e 40%. Queremos que os nossos clientes tenham alternativas de mobilidade.

A Galp atingiu, em maio de 2026, a marca de um milhão de carregamentos, reflexo de uma utilização cada vez mais frequente da sua rede e da crescente confiança dos utilizadores na mobilidade elétrica.

A aposta na inovação é visível também no novo hub elétrico da Calçada de Carriche, em Lisboa. Inaugurado em 2026, integra o primeiro carregador de 480 kW da rede pública portuguesa, uma tecnologia capaz de fornecer potências elevadas a vários veículos em simultâneo. No total, o espaço disponibiliza seis lugares de carregamento ultrarrápido, contribuindo para reduzir tempos de espera e aumentar a capacidade de resposta da rede.

O hub foi pensado para integrar o carregamento na experiência do utilizador, combinando a infraestrutura elétrica com serviços de conveniência, cafetaria e car care.

 

 

O que muda quando a energia chega mais depressa?

 

A principal diferença dos carregadores ultrarrápidos está na potência disponível. Quanto maior a potência que o carregador consegue fornecer - e que o veículo consegue receber - menor é o tempo necessário para recuperar autonomia. Atualmente, alguns equipamentos da rede pública operam com potências superiores a 150 kW e, nos casos mais avançados, chegam aos 480 kW.

Na prática, isto permite recuperar uma parte significativa da autonomia em cerca de 20 minutos, dependendo do veículo e da capacidade de carregamento da bateria.

Esta evolução é particularmente relevante para segmentos onde o tempo tem um impacto direto na operação. Frotas empresariais, veículos comerciais e transportes de mercadorias beneficiam de tempos de imobilização mais reduzidos e de uma maior flexibilidade na gestão das operações.

 

A próxima etapa já começou


Com mais de 9.300 tomadas públicas e privadas em Portugal e Espanha, a rede Galp continua a crescer para acompanhar a evolução da mobilidade elétrica. O objetivo passa por reforçar a capacidade de carregamento nas principais estradas e centros urbanos, apostar em tecnologia de ponta e tornar a experiência cada vez mais simples para os utilizadores.

Porque a mobilidade elétrica já não é uma promessa. Está nas estradas, nas cidades e cada vez mais presente na forma como pessoas e empresas se deslocam. E, à medida que ganha escala, o carregamento deixa de ser uma preocupação para se tornar apenas parte natural da viagem.