A resposta surge sob a forma de um desafio: "Fazer o que ainda não foi feito", ou seja, ganhar o Mundial. A campanha da Galp para o Mundial de 2026 nasce num contexto diferente daquele que deu origem a muitas das campanhas que a antecederam.
"Há 20 e tal anos acreditava-se no país e na Seleção, mas hoje temos condições que não tínhamos", resume Rute Gonçalves, Head of Brand, Marketing e Convenience da Galp, que, ao longo de quase três décadas, acompanhou por dentro praticamente todas as campanhas da marca com a Seleção Nacional e viu de perto como algumas se transformaram em fenómenos que ultrapassaram a publicidade.
"A conversa agora é: já fizemos isto tudo, vamos lá fazer o que ainda não foi feito”, revela.
Mundial 2026: Fazer o que ainda não foi feito
A decisão começou pela sonoridade. "Uma música é muito fácil de ecoar. Chega a toda a gente", explica Rute Gonçalves. A escolha recaiu sobre um refrão de Pedro Abrunhosa, que já fazia parte do imaginário coletivo português, mas tinha espaço para ganhar uma nova vida. "Achámos que servia o momento".
A confirmação de que a campanha tinha acertado no tom chegou antes do lançamento. No dia em que anunciou os convocados para o Mundial, Roberto Martínez fechou a conferência de imprensa com uma frase inesperada:
Como dizia Pedro Abrunhosa, vamos fazer o que ainda não foi feito.
"Não foi combinado, mas também não foi inocente", recorda Rute Gonçalves. "O Martínez teve acesso à campanha e criou uma ligação a algo em que também acredita".
Para quem acompanha estas campanhas há quase três décadas, foi um daqueles momentos em que a mensagem começa a ganhar vida própria. E não seria a primeira vez. Afinal, a história das campanhas da Galp com a Seleção está cheia de exemplos em que a publicidade se transformou em algo maior.