Proteger quem protege
Equipar um bombeiro custa, no mínimo, 1.000 euros. Botas, calças, casaco, capacete e luvas: um conjunto indispensável para garantir segurança em qualquer intervenção. O problema é que nem sempre existe capacidade financeira para equipar todos os operacionais.
“Cheguei a comprar equipamento do meu próprio bolso para que outros colegas pudessem ter o que usar no terreno”, admite Miguel Vicente. Humberto Campos é peremptório: “Quem não tem equipamento para salvar, não pode salvar. E nós não podemos pôr os nossos operacionais em risco”.

A consignação faz a diferença
Em quartéis onde cada equipamento conta e onde o voluntariado continua a sustentar grande parte da operação, a consignação do IRS pode ter um impacto direto no dia a dia. Em Santiago do Cacém, as verbas serão canalizadas para equipamento de proteção individual. Em Santo André, a prioridade passa por reforçar equipamentos, melhorar condições de trabalho e garantir estabilidade na gestão corrente.
O apoio da Fundação Galp tem sido uma ajuda importante para ambos os quartéis, através da entrega de capacetes, calças, casacos e apoio ao combustível da frota. Só nesta última componente, a refinaria de Sines assegura anualmente cartões que representam uma poupança de vários milhares de euros.
Ainda assim, as necessidades mantêm-se. E, para quem vive entre turnos, sirenes e chamadas inesperadas, pequenos gestos podem fazer uma diferença muito concreta no terreno.