Economia circular @Galp

Vemos a economia circular como uma ferramenta essencial para equilibrar a balança entre o crescimento económico e o consumo de recursos.

Este conceito é suportado por um processo dinâmico que se inspira nos mecanismos dos ecossistemas naturais, que gerem os recursos a longo prazo num processo contínuo de reabsorção e reciclagem.

 

Uma ação ampla

A economia circular ultrapassa o âmbito e foco estrito das ações de gestão de resíduos e de reciclagem, visando uma ação mais ampla, desde do redesenho de processos, produtos e novos modelos de negócio até à otimização da utilização de recursos.

A ecoeficiência na gestão do capital natural tem ganho uma importância crescente na sociedade e uma atenção especial por parte das entidades governamentais nacionais e comunitárias.

Comissão Europeia estima que o recente pacote legislativo sobre economia circular — assente em medidas de prevenção de resíduos, reutilização de materiais e outras ações “circulares” — poderá promover uma poupança líquida de 600 mil milhões de euros para a globalidade das empresas da União Europeia.

Conheça o plano para economia circular na Europa (em inglês).

A transição para uma economia mais circular, em que o valor dos produtos, materiais e recursos se mantém na economia o máximo de tempo possível e a produção de resíduos se reduz ao mínimo, é um contributo fundamental para o desenvolvimento de uma economia sustentável, hipocarbónica, eficiente em termos de recursos e competitiva.

Essa transição é a oportunidade para transformarmos a nossa economia e criarmos vantagens competitivas e sustentáveis.

A Galp e as sinergias circulares

A Galp é sponsor no projeto “Economia Circular e Simbioses Industriais em Portugal”, uma iniciativa inovadora que visa potenciar sinergias entre empresas e a comunidade na área dos resíduos e subprodutos, e que tem como objetivos avaliar o impacto do reaproveitamento dos resíduos mapeados, pelas empresas participantes, no contexto nacional (Portugal) e potenciar o envolvimento de stakeholders estratégicos.

Na primeira fase, o grupo de trabalho procurou potenciar simbioses industriais entre os associados do BCSD Portugal (entidade coordenadora), promovendo a valorização dos resíduos e subprodutos, criando sinergias tecnológicas e económicas entre empresas e indústrias. Através de um mapeamento desta natureza foi possível analisar o potencial de desenvolvimento de simbioses entre as empresas e o respetivo impacte ao nível económico, ambiental e social. A amostra do estudo teve por base os dados das 32 empresas participantes responsáveis pela produção de 8,3 milhões de toneladas correspondentes a 267 tipos de resíduos.

As conclusões do estudo atestam a redução de extração doméstica, a criação de novos empregos, a redução de consumos intermédios e a geração de valor acrescentado bruto (VAB). Foram ainda apresentadas seis ações prioritárias no âmbito de políticas públicas com o objetivo de promover as simbioses industriais e acelerar a transição para uma economia mais circular.

 

Veja aqui os Relatórios e conheça o caso de estudo “Economia Circular@Galp – Projeto Eco-Zement”, apresentado pela Galp.

Os nossos projetos

Queremos ter um papel ativo e responsável na promoção de um modelo colaborativo para o desenvolvimento económico, assente na geração de valor sustentável.

Promovemos a investigação, o desenvolvimento e a cooperação entre empresas e comunidade científica. Os nossos projetos têm o objetivo de criar e implementar novas soluções e serviços que otimizem a utilização de recursos.

Conheça alguns deles:

Somos parceiros da COTEC na promoção da economia circular. Visamos demonstrar a importância da capacidade científica e tecnológica para responder aos desafios da preservação e da otimização de recursos essenciais. Conheça o nosso caso de estudo.

Queremos contribuir para um mundo com menor produção de resíduos e menos desperdício, ao mesmo tempo com um melhor aproveitamento de recursos e com menos externalidades negativas. Estes são alguns dos nossos projetos:

Participamos na construção da Agenda de Inovação & Investigação para a Economia Circular da FCT. Com um caráter prospetivo a iniciativa visa a identificação das linhas de I&I a desenvolver até 2030, com base na visão de diversos peritos e agentes da sociedade. Alguns dos temas em análise:

  • Design e desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços (e.g. eco-design, ecoeficiência, simbiose industrial, indústria 4.0);
  • Ciclos virtuosos de transição para a economia circular (e.g. produção agrícola, biodiversidade, cadeias de valor sustentáveis, ciclo de vida e fluxos de materiais);
  • Valorização de sub-produtos e resíduos;
  • Novos modelos de negócio (marketing, financiamento, mercado);
  • Governança e inovação social (e.g. perceção do consumidor, padrões de consumo, educação);
  • Planeamento territorial otimizado e ciclos naturais de transição (e.g. soluções baseadas na natureza, metabolismo urbano)

Saiba mais sobre a FCT.

Imprimir

Partilhar: