Energia e clima

Procuramos o equilíbrio entre a satisfação das necessidades energéticas e a minimização da intensidade carbónica da nossa atividade.

“A Galp suporta a prossecução de um acordo global e eficaz. Desta forma, continuaremos a contribuir de forma construtiva para o desenvolvimento de medidas apropriadas para superar os desafios da energia e clima, procurando um compromisso sustentável e apoiando a adoção de uma estratégia para redução das emissões de carbono baseada num mercado único, custo-eficaz e sustentável a longo prazo, globalmente partilhada e transparente para a sociedade.”

Carlos Costa Pina, Chief Sustainability Officer, Chief Risk Officer e Administrador Executivo

Assumimos o compromisso de contribuir para as necessidades energéticas do futuro de forma eficiente e responsável, respondendo aos desafios colocados pela procura energética e pelas alterações climáticas no atual contexto de políticas globais. Para tal,  estamos focados em:

  • Procurar um portefólio que corresponda aos desafios de uma economia de baixo carbono, promovendo a eficiência energética, a minimização da intensidade de emissões de GEE, assim como a capacidade de adaptação aos efeitos das alterações climáticas;
  • Integrar os riscos e oportunidades associadas às alterações climáticas nos processos de formulação estratégica da Empresa, supervisionados pelo Conselho de Administração (CA) e pela Comissão Executiva (CE) através do Comité de Sustentabilidade e Comité de Risco;
  • Garantir a sustentabilidade e resiliência do nosso portfólio de E&P, que deverá ser competitivo e rentável em qualquer cenário de preços de petróleo e carbono a longo prazo;
  • Desenvolver um negócio de downstream eficiente e competitivo e suportado por soluções inovadoras e diferenciadoras que promovam a transição para uma economia de baixo carbono;
  • Desenvolver novas soluções e oportunidades de negócio sustentadas por fontes de energia de baixo carbono, quer nas nossas operações, quer nos nossos clientes e parceiros, respondendo aos desafios colocados à sua indústria;
  • Soluções no campo da mobilidade, da produção descentralizada de energia ou da domótica que influenciam o sector energético;
  • Reduzir continuamente a intensidade carbónica das nossas atividades e monitorizar a nossa pegada ambiental.

Objetivos e metas

  • O investimento em energias de baixo carbono e novos modelos de negócio deverá representar c.5% do capital investido até 2020, e 5% a 15% a partir de 2020.
  • Estamos comprometidos com a aquisição de 100 % de electricidade renovável, até 2021, reduzindo as nossas emissões provenientes da compra de electricidade para aproximadamente zero.
  • Na Refinação:
      Metas para 2018
      EII CO2/CWT
    Refinaria Sines 92,7 31,3
    Refinaria Matosinhos 81,6 29,1
    • atingir o primeiro quartil de referência Solomon da Europa Ocidental em eficiência energética e aumentar a integração do aparelho refinador, até 2021;
    • Até 2020, vamos investir c. €45,2 m em projetos de ecoeficiência, evitando a emissão de mais de 120 kt de CO2e;
    • Até 2022, vamos reduzir a nossa intensidade carbónica em 25 %, na refinaria de Sines e 15 % refinaria de Matosinhos, face a 2013;
  • No negócio da comercialização de produtos petrolíferos, foi assumido o compromisso de reduzir os consumos decorrentes da compra de eletricidade, com reflexo na redução das emissões indiretas de CO2.

O que já fizemos

Até 2017 concretizámos o seguinte:

  • Produzimos energia de baixa intensidade carbónica e diversificámos o nosso portefólio;
  • Incorporámos um preço de carbono de $40/ton na avaliação de projetos de investimentos, testando a resiliência dos projetos a longo prazo;
  • Adotámos práticas de reporte de informação não financeira relacionada com a gestão de carbono;
  • Aderimos à iniciativa Zero Routine Flaring até 2030, do Banco Mundial; Aderimos à plataforma Take Action | We Mean Business em parceria com a United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCC);
  • Todas as nossas operações offshore no Brasil foram dotadas de sistemas de separação e reinjeção de CO2;
  • Implementamos também soluções tecnológicas e oferecemos serviços integrados de eficiência energética que beneficiem os nossos clientes, com efeitos na redução de custos e emissões.
  • A refinaria de Matosinhos, desde 2015, mantém a posição no primeiro quartil de referência da Europa Ocidental em eficiência energética, continuando a ser líder na Ibéria;
  • Na refinaria de Sines, reduzimos em 11% do consumo total de eletricidade do hydrocracker através da implementação de uma solução inovadora (equivalente a 2,5 MW), o que corresponde a 857 kg de CO2 equivalente evitadas;
  • Dispomos de cogerações a gás natural;
  • Produzimos matérias-primas para biocombustíveis (Brasil);
  • Produzimos biocombustíveis de 2ª geração (fábrica da Enerfuel);
  • O nosso aparelho refinador (Sines e Matosinhos) é certificado em Energia (ISO 50001).

O que vamos fazer

Entre 2018-2022 pretendemos concretizar o seguinte:

  • Desenvolver o projeto de produção de gás natural em Moçambique, contribuindo para o aumento de gás no nosso portefólio de produção;
  • Aumentar a nossa presença na geração de energia a partir de fontes renováveis que sejam competitivas, particularmente num contexto de menor intensidade carbónica;
  • Subscrever a iniciativa Task Force on Climate-related Financial Disclosure (TCFD) do Financial Stability Board (FASB), com o intuito de divulgar com transparência os riscos financeiros associados às alterações climáticas;
  • Desenvolver a produção de biocombustível como contributo para uma economia de baixo carbono (e.g. biodiesel de 2ª geração através da tecnologia de co-processamento HVO e de matérias-primas residuais, biometano, biorefinarias);
  • Continuar a implementar um programa de eficiência energética no segmento de Refinação & Distribuição;
  • Rever o “Guia para o desenvolvimento de planos de adaptação às alterações climáticas – Riscos para infraestruturas críticas”;
  • Acompanhar o desenvolvimento do “Roteiro para a Neutralidade Carbónica em 2050 (RNC2050) para Portugal”, através da participação no grupo de trabalho do BCSD Portugal.

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