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A Galp no Brasil

Presente há mais de 25 anos no Brasil, a Galp está entre as maiores produtoras de óleo e gás do país, através de sua subsidiária Petrogal Brasil S.A (joint venture com a Sinopec). O Upstream é o principal pilar da atuação da Galp no Brasil. A partir dessa base, a empresa desenvolve uma atuação integrada que inclui comercialização de energia, gás natural, óleo bruto e derivados, pesquisa & desenvolvimento e iniciativas de responsabilidade social voltadas ao desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua.

Exploração e Produção (Upstream)

A Galp participa de projetos estratégicos no pré-sal da Bacia de Santos, que abrangem diferentes etapas do ciclo de exploração e produção. Referência para a indústria mundial, o pré-sal brasileiro se destaca pela dimensão de suas reservas, pela qualidade de seus recursos e pelo uso de tecnologias avançadas.

Atualmente, temos 13 unidades produtoras (FPSOs) em operação, o que nos coloca entre os maiores produtores do país.

Bacia de Santos

Campo situado no Bloco BM-S-11, Participação Galp de 9,06% (através da Petrogal Brasil) junto com Petrobras (operador, 67,46%), Shell (22,65%) e PPSA (0,83%). Início da produção em 2010.

Número de FPSOs: 7. Capacidade de produção: 970kbpd de óleo e 40mm3/d de gás.

Tupi foi o primeiro campo do pré-sal brasileiro a entrar em operação, com um modelo exploratório até então inédito. As emissões de CO2 no campo estão 45% abaixo da média mundial praticada pela indústria.

Principal campo da empresa no país, graças a Tupi o Brasil se posicionou entre os 10 maiores produtores de óleo e gás do mundo. Se fosse um país, Tupi ocuparia a 20ª posição no ranking de países produtores do mundo.

Como integrante do consórcio, a Galp participa do programa Tupi Mais Valor, iniciativa liderada pela Petrobras (operadora) para maximizar a recuperação de petróleo e ampliar a eficiência operacional do ativo. Em janeiro de 2026, os campos de Tupi e Iracema voltaram a atingir, juntos, a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, resultado impulsionado, entre outros fatores, pela interligação de 11 novos poços ao longo de 2025, elevando para mais de 150 o número de poços perfurados. O programa também contempla estudos para novos poços, a extensão da vida útil de plataformas existentes e a avaliação da instalação de uma nova unidade de produção (FPSO) a partir de 2032, caso a extensão da concessão seja aprovada pela ANP. 

Campo situado no Bloco BM-S-11, Participação Galp de 10% (através da Petrogal Brasil), junto com Petrobras (operador, 65%), Shell (25%). Início da produção em 2014.

Número de FPSOs: 2. Capacidade de produção: 300kbpd de óleo e 16 mm3/d de gás.

O campo de Iracema também está incluído no programa Tupi + Valor, desta forma as iniciativas como estudos para novos poços e a extensão da vida útil de plataformas existentes, estão sendo perseguidas

Os campos estão situados no Bloco BM-S-11A. Início da produção em 2019.

Participações da Galp após aprovação do AIP em 2026:

Berbigão - 6.45% (através da Petrogal Brasil), junto com Petrobras (operador, 62,91%), Shell (16,13%) e TotalEnergies (14,51%)

Sururu - 9,50% (através da Petrogal Brasil), junto com Petrobras (operador, 45,39%), Shell (23,74%) e TotalEnergies (21,37%). 

Número de FPSOs: 1. Capacidade de produção: 150kbpd de óleo e 6 mm3/d de gás.

Devido à sua proximidade, ambos os campos compartilham a unidade de produção P-68, que mantém níveis estáveis desde 2022. Na área de Sururu, a Galp e os seus parceiros continuam a estudar o subsolo da acumulação para o desenvolvimento da área central do campo.

Bloco: Área de Transferência de Direitos unificada com a concessão BM-S-11A. Participação Galp de 1,7% (através da Petrogal Brasil), junto com Petrobras (Operador, 65,69%), Shell (16,66%), TotalEnergies (15%) e PPSA (0,95%). Início da produção em 2020.

Número de FPSOs: 1. Capacidade de produção: 150kbpd de óleo e 6 mm3/d de gás.

Em 2024, foi firmado um contrato para a construção de um novo FPSO (P-84) em Atapu, com capacidade de produção equivalente aos maiores FPSOs do país. A planta conta com o conceito All Electric, nova configuração que aumenta a eficiência energética e reduz as emissões de carbono através do armazenamento geológico de CO2. A P-84 está em fase de construção, com escopo dividido entre estaleiros na China, Singapura, Indonésia e Brasil. O primeiro óleo da nova unidade está previsto para o final da década.

Bloco: Área de Cessão de Direitos unificada com BM-S-24. Participação Galp de 2,41% (através da Petrogal Brasil), junto com Petrobras (Operador, 55,30%), Total Energies (16,91%), Petronas (12,69%). Qatar Petroleum (12,69%) e PPSA (Gestora do Contrato). Início da produção em 2021.

Número de FPSOs: 1. Capacidade de produção: 180kbpd de óleo e 6 mm3/d de gás;

Em 2024 foi aprovada a instalação de um novo FPSO (P-85) com capacidade de 225 mil barris de óleo por dia, equivalente aos maiores FPSOs do país. Além disso, conta também com a planta All Electric, nova configuração que aumenta a eficiência energética e reduz as emissões de CO2. Sua construção também ocorrerá em estaleiros na China, Singapura, Indonésia e Brasil. O primeiro óleo do P-85 está previsto para o final da década.

Blocos BM-S-8 e Bacalhau Norte. Participação Galp de 20% (através da Petrogal Brasil), junto à Equinor (Operador, 40%), ExxonMobil (40%) e PPSA (Gestora do contrato). Início da produção em outubro de 2025.

Número de FPSOs: 1. Capacidade de produção: 220kbpd de óleo e 15 mm3/d de gás;

Bacalhau é um dos maiores e mais avançados FPSOs do mundo, e é foi certificado por sua eficiência energética e baixas emissões de carbono. Em julho de 2024, o navio-plataforma foi reconhecido pela sociedade de classificação DNV como o primeiro novo FPSO do mundo a ser aprovado na Notação Abate, que avalia os sistemas de emissão e de geração de energia.

No FPSO Bacalhau destaca-se o sistema de ciclo combinado que traz melhorias importantes na segurança do processo, eficiência da produção, confiabilidade, manutenção, eficiência energética e redução de emissões de carbono. Essa tecnologia integra uma turbina a gás com uma turbina a vapor, aproveitando o calor excedente que normalmente seria desperdiçado. A adoção do ciclo combinado melhora a eficiência energética e reduz as emissões de CO2 em aproximadamente 110 mil toneladas por ano, o que equivale a cerca de 3 milhões de toneladas ao longo da vida útil do campo. A expectativa é que o campo atinja uma intensidade de CO2 inferior a 9 kg por barril (metade da média global, que equivale a 18 kg por barril).

Bloco BM-S-24. Participação Galp de 20% (através da Petrogal Brasil), junto à Petrobras (Operador, 80%).

Em fase de avaliação

Em 2008, foi descoberta uma acumulação de óleo e gás em grande escala em Júpiter. O projeto se encontra atualmente em fase de avaliação, por causa do elevado teor de CO2 presente no reservatório. Os testes de Formação (DST) realizados em 2020 confirmaram o potencial do reservatório, com a presença de condensado de alto valor.

Os parceiros mantêm o foco em estudos geológicos e nas atividades de avaliação para encontrar soluções aos desafios impostos.

Bloco Uirapuru. Participação Galp de 14% (através da Petrogal Brasil), junto à Petrobras (Operador, 30%), Equinor (28%), ExxonMobil (28%) e PPSA (Gestora do contrato).

Em fase exploratória

Em 2020, foi descoberta a presença de óleo e gás no primeiro poço do bloco Uirapuru, perfurado no prospecto Araucária. Já em agosto de 2025, o consórcio aderiu às resoluções da ANP 815/2015 e 878/2022, que permitem a extensão do período exploratório para 27 meses adicionais, com conclusão prevista agora para março de 2028. O bloco tem área de 1285km², em profundidade d’água de 800 a 2100 metros.

Margem Equatorial

Além da Bacia de Santos, a Galp está presente na Bacia de Barreirinhas, na Margem Equatorial Brasileira. Participamos em quatro blocos (BAR-M-300/ 342/344/388), que se encontram em fase de Exploração. Nossa percentagem é de 10%, em parceria com a Shell (Operador, 50%) e Petrobras (40%).

Blocos BAR-M-300/ 342/344/388. Participação Galp de 10%, junto à Shell (Operador, 50%) e à Petrobras (40%).

Nossa participação na Bacia de Barreirinhas, localizada na Margem Equatorial, é um projeto em fase de licenciamento ambiental. Com quatro blocos cobrindo uma área total de 2.499 km², o projeto está suspenso à espera da emissão da licença ambiental.

Bacia de Pelotas

Em junho de 2025, a Galp adquiriu os direitos de exploração em três novos blocos (P-M-1670/1672/1741) na bacia sedimentar de Pelotas, no Sul do Brasil. O consórcio da Galp (30% de participação) com a Petrobras (operadora, 70%) garantiu mais de 1922 km² offshore no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Para saber mais sobre nosso portfólio em Upstream

Energy Management

A Galp vem expandindo, desde 2020, as suas atividades no Brasil, ingressando na comercialização de petróleo cru, gás natural, líquidos e energia elétrica, através da área de Energy Management. Com uma oferta integrada, tendo como foco o cliente B2B, a companhia coloca à disposição dos parceiros toda sua expertise, oferecendo soluções com flexibilidade, competitividade e segurança.

Somos pioneiros na comercialização integrada de gás a partir da abertura do mercado em 2022.

Inovação

A inovação faz parte do DNA da Galp no Brasil. Atualmente, a Petrogal Brasil está entre os maiores investidores em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Desde 2013, já investimos mais de 1,2 mil milhões de reais através da Cláusula de Participação Especial da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nossos principais investimentos se concentram em Upstream (29 projetos em curso), o principal negócio da empresa, além de soluções industriais em hidrogênio de baixas emissões, biocombustíveis, captura e armazenamento de carbono (CCUS) e otimização de ativos de energia.

O desenvolvimento tecnológico é impulsionado por meio de parcerias com empresas, universidades e outras instituições de pesquisa em várias regiões do Brasil. A Galp está presente em treze estados e no Distrito Federal, o que lhe confere uma abrangência nacional, impactando cerca de 2 mil profissionais (mais de 1000 pesquisadores e 1200 estudantes).

Durante a execução dos projetos, são disponibilizados recursos financeiros para custear o desenvolvimento da pesquisa, promovendo o crescimento de pesquisadores brasileiros se especializarem nas temáticas de maior interesse no setor de energia, além de ser uma oportunidade de interagir e compartilhar conhecimentos com especialistas internacionais. Desde 2015, mais de 100 projetos, com mais de 50 parceiros, receberam investimentos da Galp.

Três dessas iniciativas foram premiadas no Prêmio ANP de Inovação Tecnológica e outra saiu vencedora do Energy Summit Awards (premiação no maior evento do MIT fora dos Estados Unidos): Pesquisas e Desenvolvimento de Dissipadores Térmicos baseados em Microcanais para Células Fotovoltaicas de Alta Concentração com Recuperação do Calor Rejeitado para Dessalinização, PipeACOM e Bahia H2 Green.

Responsabilidade Social

Queremos fazer parte da comunidade e fortalecer a nossa presença junto das populações. Por isso, investimos em projetos de impacto social relevantes para o contexto socioeconómico local. Atualmente, investimos em 11 projetos com mais de 70.000 beneficiários diretos que conectam os valores Galp ao apoio à nossa comunidade, dentro dos seguintes eixos estratégicos da Fundação Galp: acesso à educação, acesso à energia, redução de desigualdades e proteção a biodiversidade local.

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