Refinação e logística

A Galp detém um aparelho refinador competitivo, ligado a uma rede de logística eficiente.

A Galp é detentora de um sistema refinador integrado constituído por duas refinarias em Portugal. Com uma capacidade de processamento de crude de 330 mil barris por dia, destacamo-nos pela elevada complexidade e competitividade no sector europeu.

Operamos ainda vários terminais marítimos e parques de armazenagem na Península Ibérica, estando também a desenvolver novos terminais marítimos em Moçambique.

Portefólio de refinação e logística

 

Refinação

A Galp dispõe de um sistema refinador integrado moderno, com um elevado nível de complexidade.

É constituído pelas refinarias de Sines e de Matosinhos, que, em conjunto, representam uma capacidade de processamento de crude de 330 mil barris por dia, cerca de 20% da capacidade de refinação Ibérica. O índice combinado de complexidade Nelson é de 8,6.

As refinarias são geridas de forma integrada, com o objetivo de maximizar a margem de refinação da Empresa. As caraterísticas de cada uma permitem um mix de produção equilibrado com predomínio dos destilados médios, como o gasóleo e o jet, e da gasolina.

Atenta às necessidades futuras dos seus clientes, a Galp executou um projeto de conversão de €1,4 bn das suas refinarias, determinante para assegurar a competitividade da Empresa no médio e longo prazo, o qual iniciou a fase de produção no início de 2013.

Durante 2019, a Galp adaptou com sucesso o seu aparelho refinador, iniciando em novembro o fornecimento ao mercado de um novo combustível marítimo, com um teor máximo de enxofre de 0,50%, em conformidade com o novo regulamento da IMO aplicável a todos os navios e com efeito desde 1 de janeiro de 2020.

Esquema do aparelho refinador da Galp

Produção das refinarias em 2019

Refinaria de Sines

A refinaria de Sines iniciou a sua laboração em 1978 e conta, após o projeto de conversão em 2013, com uma unidade de hydrocracking e ainda uma unidade de fluid catalytic cracking.

Com uma capacidade atual de destilação de aproximadamente 220 kbpd, é a principal refinaria de Portugal, sendo responsável por aproximadamente 70% do total da capacidade de refinação. É também uma das maiores refinarias da Península Ibérica.

A unidade de hydrocracking, com 99% de conversão, tem uma capacidade de 43 kbpd. Dos produtos, destacam-se o gasóleo e o jet, embora também se produzam naftas e GPL.

A localização costeira e as infraestruturas portuárias de Sines são privilegiadas, tanto para o aprovisionamento de crude como para a exportação de produtos.

  • área
    320 hectares área
  • capacidade destilação
    220 kbpd capacidade destilação
  • unidades processuais
    34 unidades processuais

Refinaria de Matosinhos

A refinaria de Matosinhos, localizada na costa noroeste de Portugal, iniciou a sua atividade em 1969.

É uma refinaria de hydroskimming com uma capacidade de destilação de aproximadamente 110 kbpd, encontrando-se igualmente situadas no complexo uma fábrica de aromáticos, uma fábrica de óleos base e uma fábrica de lubrificantes.

A fábrica de aromáticos e solventes tem atualmente uma produção anual de 440 kt. Com avançados sistemas tecnológicos, destaca-se pela fiabilidade, economia de funcionamento e qualidade.

A fábrica de óleos base tem uma capacidade de tratamento de 1,18 mtpa de petróleo bruto.

A fábrica de lubrificantes tem uma capacidade de produção de 80 kt por ano.

O complexo está interligado ao terminal para petroleiros no porto de Leixões por vários oleodutos, com cerca de dois quilómetros de extensão.

  • área
    400 hectares área
  • capacidade destilação
    110 kbpd capacidade destilação
  • unidades processuais
    14 unidades processuais

Otimização e eficiência energética

Focados na maximização da eficiência energética e na otimização processual do aparelho refinador, colocamos em prática um conjunto de ações.

  • Medidas de otimização energética;
  • Implementação da metodologia lean six sigma - Promove a melhoria contínua, o controlo da variabilidade do processo, o combate ao desperdício e a gestão do pessoal;
  • Programa de Reliability Centered Maintenance (RCM) - Gestão do ciclo de vida dos equipamentos, aumentando a previsibilidade e a disponibilidade das unidades.

Logística

A Galp beneficia do acesso a vários terminais marítimos em Portugal, nomeadamente em Sines e Leixões, e detém parques de armazenagem na Península Ibérica com uma capacidade total de 8,9 mm³. A Empresa detém igualmente participações em empresas de logística em Portugal e beneficia do acesso a diversos oleodutos na Península Ibérica, com um total de 4,3 mil quilómetros.

Detemos uma participação de 65% na CLC, a empresa de logística portuguesa proprietária do único oleoduto multiproduto existente em Portugal. O oleoduto da CLC tem 147 km de comprimento e capacidade para transportar 4 mt de produtos petrolíferos de forma sequencial.

A Galp detém ainda uma participação de 75% na Companhia Logística de Combustíveis da Madeira (CLCM), que explora o parque de depósitos de armazenagem da Madeira, e uma participação de 60% na Sigás, a unidade de armazenagem de gás propano em Sines.

O vasto sistema logístico da Galp está integrado com operações logísticas relevantes em Espanha, possibilitando a entrega de produtos de forma eficiente e permitindo uma elevada flexibilidade na distribuição e nas vendas.

Em Moçambique, a Galp encontra-se a desenvolver um projeto para a construção de dois terminais logísticos de receção e armazenagem de combustíveis líquidos, na região da Beira e em Matola, com uma capacidade conjunta de armazenagem de 111.000 m³. Também em Moçambique, a Galp irá duplicar a sua capacidade de armazenamento de gás em 2020 e aumentar significativamente a sua armazenagem de bens perigosos, após a conclusão dos trabalhos nos terminais logísticos da Beira e de Matola.

Este projeto reforça a presença estratégica da Empresa na região. Tem como objetivo desenvolver o negócio de distribuição de combustíveis no país, assegurando o acesso a um aprovisionamento competitivo e possibilitando, inclusive, a exportação para países vizinhos.

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