02/07/2026 | Inovação e desenvolvimento

Estudo da PwC estima impacto económico de €65 mil milhões e a criação de 100 mil empregos com novo Innovation District em Matosinhos

• Novo Innovation District ambiciona afirmar-se como um dos maiores projetos de regeneração urbana na Europa com capacidade para gerar valor económico e social para a região e para o país.
• Estudo identifica ganhos estruturais concretos para Matosinhos: mais habitação, reforço de setores avançados, mais investimento em I&D, aumento de exportações, mobilidade sustentável e nova centralidade económica e social.
• Impacto estimado em €65 mil milhões no PIB nacional e €43 mil milhões no VAB de Matosinhos em 30 anos, com mais de 100 mil postos de trabalho criados em Portugal (65 mil no concelho).
• Nova área urbana com capacidade para 19 mil residentes, 30 mil estudantes universitários e um ecossistema integrado de inovação e ensino.

São hoje apresentados na QSP Summit os principais resultados do estudo desenvolvido pela PwC sobre o potencial da reconversão da antiga refinaria de Matosinhos num Innovation District de referência internacional.

O estudo baseia-se na modelização de diferentes cenários de desenvolvimento do projeto ao longo de um horizonte temporal de 30 anos, estimando os seus potenciais impactos económicos, sociais e territoriais.

A análise realizada evidencia o potencial de transformar uma unidade industrial desativada num ecossistema urbano de inovação de referência internacional, com impacto económico, social e territorial para Matosinhos, para o Grande Porto e para Portugal.

Segundo o estudo, o projeto poderá gerar cerca de €65 mil milhões de impacto acumulado no PIB nacional e criar mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal ao longo de 30 anos, podendo afirmar-se como uma das maiores operações de regeneração urbana na Europa.

Em Matosinhos, o impacto acumulado no valor acrescentado bruto poderá ascender a €43 mil milhões, com um impacto anual estimado superior a €3 mil milhões quando o projeto atingir a sua maturidade (em ano de cruzeiro).

A visão passa por transformar esta área numa nova centralidade urbana do Grande Porto. O projeto procura combinar habitação diversificada e inclusiva, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes, reforçando a posição da região entre os hubs tecnológicos e sustentáveis mais relevantes a nível internacional.

Assente no conceito de cidade de proximidade, o projeto propõe um modelo urbano sustentável, inclusivo e conectado, com espaço para residentes, estudantes, empresas e novos equipamentos, incluindo um polo universitário e um Parque Atlântico dedicado à biodiversidade e ao lazer.

Num cenário de desenvolvimento equilibrado entre usos residenciais e atividades económicas, o futuro Innovation District poderá acolher cerca de 19 mil residentes e 30 mil estudantes.

Ao nível do emprego, o projeto poderá gerar cerca de 100 mil postos de trabalho em Portugal, dos quais 65 mil no concelho de Matosinhos. O impacto fiscal acumulado poderá atingir €9 mil milhões a nível nacional e €0,4 mil milhões a nível local ao longo do horizonte de implementação.

O estudo identifica ganhos estruturais relevantes para Matosinhos, incluindo níveis de produtividade 29% acima da média nacional em setores estratégicos, um aumento de 25% nos investimentos em I&D, um crescimento superior a 50% na produção de setores de alto valor acrescentado e um aumento de 38% nas exportações.

A mobilidade é identificada como um fator crítico para o sucesso do projeto. O equilíbrio entre residentes, estudantes e emprego viabiliza soluções de transporte público de maior capacidade em toda a região, incluindo novas ligações de metro e sistemas de transporte coletivo dedicados, bem como a promoção da mobilidade ativa e sustentável.

Este enquadramento permitirá reduzir movimentos pendulares desequilibrados, melhorar a eficiência das infraestruturas existentes e contribuir para uma mobilidade mais sustentável na Área Metropolitana do Porto.

O estudo foi desenvolvido pela PwC, com a participação do CITTA — Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente, da OPT — Optimização e Planeamento de Transportes, S.A., da ImoEconometrics e de Ricardo Reis, Economista e Professor da London School of Economics.

Segundo Ricardo Reis, “O Innovation District de Matosinhos é uma oportunidade única para reposicionar a região e o país. O primeiro passo está dado com esta visão que pode ser partilhada por todos. Os passos seguintes exigem ambição, empenho e coordenação da parte de todos para tornar esta visão numa realidade”.

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