- A UPAC é a sigla para Unidade de Produção para Autoconsumo.
- Com uma UPAC, é possível consumir a energia produzida, gerir excedentes e continuar ligado à rede sempre que necessário.
- Na Galp, encontra tudo o que precisa para produzir energia renovável em casa e começar a poupar.
Já ouviu o termo UPAC, mas não sabe exatamente a que se refere? Seja em contratos de eletricidade, notícias sobre energia solar ou conversas sobre poupança energética, este conceito surge cada vez mais — e não é por acaso.
A UPAC está a mudar a forma como consumidores e empresas produzem e utilizam energia. Neste artigo explicamos, de forma simples, o que significa, como funciona e porque pode fazer a diferença na sua fatura energética.
O que é uma UPAC e para que serve?
UPAC é a sigla para Unidade de Produção para Autoconsumo. Na prática, trata-se de uma instalação que permite produzir energia elétrica a partir de fontes renováveis (como a energia solar) para consumo próprio.
A principal função de uma UPAC é permitir que produza e utilize diretamente a sua própria energia renovável. Quando a produção de energia é superior ao consumo (o chamado excedente) essa energia pode ser armazenada, injetada na rede ou vendida, dependendo da configuração da UPAC.
Uma instalação de autoconsumo com UPAC pode incluir:
- Unidade de produção de fonte renovável, como painéis solares fotovoltaicos;
- Contador bidirecional, da responsabilidade da E-REDES, que mede tanto o consumo da instalação como o excedente injetado;
- Contador totalizador e cartão GSM, obrigatórios em alguns casos, por exemplo, para potências superiores a 4 kW;
- Baterias de armazenamento (opcional), para guardar energia excedente;
- Proteções de interligação, aplicáveis a instalações de maior dimensão, de forma a garantir segurança na ligação à rede.
Como funciona o autoconsumo com uma UPAC?
O funcionamento de uma UPAC é simples:
- A unidade de produção (por exemplo, painéis solares fotovoltaicos) transforma a energia renovável em eletricidade.
- Depois, a eletricidade produzida é utilizada diretamente na instalação.
- Se houver energia a mais, pode ser armazenada em baterias para uso posterior ou vendida à rede.
O processo é monitorizado através de um contador bidirecional, que mede tanto a energia consumida da rede como a energia injetada.
Como tornar-se autoconsumidor: passo a passo
A instalação de uma UPAC está disponível para particulares (em moradias ou apartamentos), condomínios e empresas. No caso das empresas, a produção e eventual venda de energia não pode constituir a atividade principal.
Para começar a produzir e consumir a sua própria energia renovável, é importante seguir alguns passos essenciais. Aqui ficam.
1. Defina o seu perfil
Saiba qual a potência que pretende instalar, com base no seu consumo. Quer apenas consumir a energia produzida ou também injetar/vender excedentes?
2. Consulte um técnico credenciado
O técnico ajuda a avaliar a instalação e acompanha o processo. Pode consultar a lista de técnicos no site da DGEG.
3. Registe-se na DGEG
Este passo é necessário se pretende vender excedentes ou se a potência instalada for superior a 700 W. Tome nota de que vai precisar do Código de Ponto de Entrega (CPE) e do NIF do contrato de eletricidade à mão.
O pedido será analisado e, se for aprovado, receberá um link para acompanhar a evolução do processo.
4. Aguarde pela verificação do contador e certificação da instalação
A E-REDES irá verificar também se o contador está adequado ao autoconsumo e, se necessário, substitui ou configura sem custos.
5. Ative a produção e use a energia
Com contador adequado e certificação (se aplicável), já pode consumir a energia produzida e injetar ou vender o excedente.
UPAC: o que diz a lei
O autoconsumo em Portugal está enquadrado pelo Decreto‑Lei n.º 15/2022, que define as obrigações consoante a potência instalada da UPAC:
- Até 700 W: está isento de controlo prévio, desde que não exista previsão de injeção de excedentes na rede.
- Entre 700 W e 30 kW: é necessária uma comunicação prévia no portal da DGEG antes do início de operação.
- Entre 30 kW e 1 MW: exige registo prévio e obtenção de um certificado de exploração antes da entrada em operação.
- Superior a 1 MW: requer licença de produção e licença de exploração no âmbito mais abrangente do setor elétrico.
Sempre que exista injeção ou venda de excedente de energia na rede, o operador de rede analisa se a ligação é viável e verifica se o contador está adequado.
Quanto custa uma UPAC?
Para instalações de autoconsumo até 30 kW, que incluem a maioria das habitações, o registo da UPAC é gratuito, não existindo taxas administrativas associadas.
Para potências superiores, podem aplicar-se custos administrativos relacionados com o registo, certificação e eventuais inspeções, definidos pela legislação em vigor.
Já os custos de instalação dependem de vários fatores, como a potência instalada, os equipamentos escolhidos e as características do local.
Perguntas frequentes sobre UPAC
Reunimos abaixo as respostas às perguntas mais comuns sobre UPACs.
Quem pode instalar uma UPAC?
Particulares em moradias ou apartamentos, condomínios, bem como empresas e indústrias. No caso das empresas, a produção e eventual venda de energia não pode constituir a atividade principal.
Preciso de licença para instalar uma UPAC?
Depende da potência instalada e da existência de injeção ou venda de excedente. As UPAC até 700 W estão isentas de controlo prévio, desde que não exista injeção na rede. Para potências superiores, é necessário registo ou licenciamento no portal da DGEG.
Posso vender a energia excedente produzida pela UPAC?
Sim. Desde que a UPAC esteja registada, exista contador adequado e sejam cumpridas as obrigações legais, é possível injetar e vender o excedente a um comercializador de eletricidade.
Preciso de um contador especial para o autoconsumo?
Sim. É necessário um contador bidirecional, que mede a energia consumida da rede e a energia injetada. Este contador é da responsabilidade da E-REDES.
Galp COMBINA, o plano que permite poupar todos os dias
Mesmo com uma UPAC continuará a precisar de eletricidade da rede quando a produção não for suficiente e é aí que escolher o plano certo faz a diferença.
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