O calor fazia-se sentir no campo de basquetebol da Praceta Marquês de Soveral, em Cascais, onde decorria a gravação do novo spot do Todos os Passos Contam. Diogo Piçarra, uma das caras da iniciativa da Fundação Galp, chegou com a simpatia de sempre: cumprimentou a equipa, trocou algumas palavras com quem já preparava as filmagens e rapidamente entrou no ritmo.
Entre takes, aproveitámos para conversar sobre movimento, música, família e sobre uma coisa que, percebemos depressa, não faz muito parte da sua vida: estar parado.
Costumas olhar para o telemóvel para ver quantos passos deste ao final do dia?
Sim. Se foi um dia agitado, de concerto ou de muito desporto, é normal verificar. E até se foi um dia muito parado, faço o mesmo, para perceber se dei muitos ou poucos passos e tentar compensar no dia seguinte.
Quando viajo também gosto de ver. Se fui de férias para uma cidade europeia e andei muito, vou perceber quantos quilómetros fiz pela cidade. Mesmo quando vou treinar ao ginásio, gosto de ver a quantos passos correspondeu o treino.
Tens ideia de quantos passos dás num dia normal?
O meu dia normal é ficar no estúdio. Se não fizesse desporto, fazia zero passos [risos]. Por isso, tenho de me obrigar: vou fazer desporto, caminhar, correr. Em dias de concerto também tento estar ativo e fazer um bocadinho de desporto no hotel, nem que seja um mini treino de 15 minutos.
Diria que faço, em média, nove ou dez mil passos. Mas tenho de me forçar a fazê-los. Senão eram 300 ou 400: desci ao estúdio, subi e está feito.
E num dia de concerto?
Mais de 20 mil. É uma hora e meia de cardio: estou a correr de um lado para o outro, vou à grade, ao público, volto ao palco, salto...
Não basta treinar a voz. É preciso estar em forma para dar um concerto.
Sim. Tento que o concerto seja uma experiência para todos e tenho de aquecer bem. Costumo até dar umas corridas no camarim para aquecer antes de entrar em palco.
Depois há o pós-concerto, as fotografias com os fãs... Posso estar mais duas horas, duas horas e meia de pé com as pessoas. Portanto, um concerto não é só aquela hora e meia. São quase quatro horas combinadas.