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Negócio
No centro desta operação está o FPSO Bacalhau, uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência capaz de produzir até 220.000 barris de petróleo por dia. É uma das maiores embarcações em operação nas águas brasileiras. Com 370 metros de comprimento e 64 metros de largura – cerca de três campos e meio de futebol –, foi desenvolvido para assegurar uma operação contínua, 24 horas por dia, em condições exigentes.
Extrair petróleo no campo Bacalhau implica operar num ambiente de elevada complexidade técnica. O petróleo encontra-se sob o fundo do mar, abaixo de uma espessa camada de sal. Para lá chegar, são perfurados poços submarinos ligados a um sistema de produção instalado no leito marinho, que transporta os fluidos até à superfície.
Ao todo, o desenvolvimento liga 19 poços submarinos ao FPSO Bacalhau, desenhado para funcionar como uma instalação industrial no mar. Com capacidade para produzir até 220.000 barris de petróleo por dia – dos quais cerca de 40.000 correspondem à participação da Galp – e armazenar cerca de 2 milhões de barris, esta é uma das mais avançadas unidades deste tipo a operar no Brasil.
A embarcação está permanentemente ancorada a cerca de 2.050 metros de profundidade, ligada ao sistema submarino que assegura a produção contínua do campo. A bordo, uma tripulação de cerca de 160 pessoas garante uma operação contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, fazendo do FPSO Bacalhau uma verdadeira cidade no meio do oceano.
Vice-Presidente Executivo de Upstream
Estamos a produzir mais de 100.000 barris por dia num navio que tem uma capacidade de produção de 220.000. Estamos a procurar encontrar as soluções para acelerar, atingirmos a máxima da capacidade de um navio tão cedo quanto possível para podermos ambicionar ter um único FPSO a produzir 70.000.000 de barris num ano em Cruzeiro que já esperamos que seja o de 2027.
A história do Bacalhau começa no início dos anos 2000, quando a Galp entra no Brasil, numa altura em que o potencial do pré-sal ainda era uma incógnita. A descoberta de 2012 – então chamada Carcará – mudou tudo, revelando uma das maiores reservas de petróleo encontradas na região
Mais de duas décadas depois, o Bacalhau é hoje um dos projetos mais relevantes do offshore brasileiro e um marco no percurso da Galp no país. Descubra a história do projeto que mostra como a energia se constrói com resiliência.
O projeto Bacalhau é desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela Equinor, com 40% e papel de operadora, em parceria com a ExxonMobil (40%) e a Galp (20%), através da Petrogal Brasil, uma joint venture entre a Galp (70%) e a Sinopec (30%). A PPSA, empresa estatal brasileira responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção, também integra o projeto.
A Galp é a única parceira que assinou o contrato de concessão original do bloco BM-S-8, há cerca de 25 anos, mantendo desde então uma presença contínua no ativo. Essa continuidade traduz-se numa participação ativa em todas as fases do projeto, desde a exploração inicial até à entrada em produção.
Ao longo da sua vida útil, estimada em cerca de 30 anos, o projeto deverá contribuir para a criação de aproximadamente 50.000 empregos, diretos e indiretos. Só na fase de desenvolvimento, foram gerados cerca de 3.000 postos de trabalho.
Este impacto estende-se também à indústria local. Cerca de 60% dos trabalhos submersos da primeira fase foram assegurados por empresas brasileiras, contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas e para o fortalecimento da cadeia de valor do setor energético no país.
São projetos como este que nos dão escala e nos dão espaço para fortalecer esta nossa ambição de continuarmos a crescer. [...] Podemos estar hoje aqui porque alguém há 25 anos sonhou que era possível. E é este o legado que temos de celebrar.
Nuno Bastos
Depois de mais de duas décadas de investimento, o Bacalhau entra agora numa nova fase. Com a produção a ganhar escala, o projeto afirma-se como um pilar do crescimento da Galp e um passo relevante na sua evolução no panorama energético global.
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