Prevenção e mitigação de derrames

Implementamos medidas de prevenção e mitigação de derrames, promovendo a qualidade do meio e das espécies e habitats que dele dependem.

Monitorizamos todas as perdas de contenção primária, independentemente do volume libertado ou do meio afetado.

Procuramos promover a disseminação das lições aprendidas com a investigação das causas e efeitos de cada evento.

Em 2017, mantivemo-nos empenhados em prevenir e minimizar os eventos com perda de contenção.

 

Acreditamos que as práticas de reporte e, subsequentemente, a investigação de incidentes, continuam a ser fundamentais para monitorizar este tipo de eventos e melhorar o nosso desempenho.

Incluímos indicadores relativos às perdas de contenção primária nos Balanced ScoreCards das nossas operações, como informação relevante para a monitorização do desempenho e acompanhamento regular pela gestão de topo.

Saiba mais sobre a segurança nas nossas operações.

Prevenção e resposta à emergência

Acreditamos numa prevenção sustentada na avaliação dos riscos e impactes ao longo do ciclo de vida dos projetos. Envidamos esforços para melhorar a compreensão do meio em que se desenvolvem as nossas atividades, a diferentes níveis:

  • Vulnerabilidade ecológica;
  • Hidrogeologia local;
  • Qualidade e características dos recursos hídricos;
  • Tipo e características dos solos e condições bioclimáticas.

Este conhecimento é informação relevante para a prevenção e minimização dos impactos das nossas atividades, nomeadamente ao nível do planeamento e resposta à emergência.

Desenvolvemos planos de resposta à emergência específicos para as nossas operações, sendo que estes são periodicamente revistos e testados.

Os planos de emergência cobrem todas as fases da resposta à emergência, da identificação da emergência ao seu fecho. Incluem todos os cenários que poderão levar a um evento grave, definindo os recursos, funções, responsabilidades, as competências e experiências requeridas para cada situação. Também estão identificados os canais de comunicação com stakeholders internos e externos, visando a minimização dos efeitos adversos sobre a vida humana, ambiente e ativos.

Mais sobre prevenção e segurança na nossa operação

Referências externas importantes

Proteção do solo

Reconhecendo a importância que a nossa intervenção tem na preservação dos solos nos locais onde operamos, desenvolvemos planos de ação e atuamos proativamente.

Dispomos de standards e procedimentos internos que visam a gestão sustentável dos solos e recursos hídricos. Estabelecemos metodologias, alinhando a atuação com as boas práticas reconhecidas internacionalmente e com as expectativas das autoridades competentes e restantes stakeholders.

Na ótica integrada do ciclo de vida das nossas instalações, a proteção de solos e recursos hídricos é assegurada através da:

  • Correta gestão de produtos contaminantes, resíduos e efluentes;
  • Prevenção de incidentes;
  • Preparação da resposta a situações de emergência e de crise.

Temos sempre, por princípio, uma atuação responsável em caso de eventual ameaça de dano ambiental.

Em caso de suspeita de ocorrência de perda de integridade mecânica e consequente perda de contenção, aplicamos procedimentos de investigação e avaliação da contaminação.

Metodologia de avaliação da qualidade do solo e/ou águas subterrâneas e gestão de sites, aplicada após a ocorrência de um evento que possa causar contaminação.

 

Nos últimos anos, em conjunto com APETRO, e a par das restantes associadas, temos vindo a encetar esforços no sentido de promover conhecimento em matéria de proteção de solos e águas subterrâneas em Portugal.

A primeira etapa, concluída em 2014, consistiu na elaboração e publicação de um relatório de benchmarking legal e metodológico para a proteção de solos e águas subterrâneas da contaminação por produtos petrolíferos.

A segunda etapa do projeto foi concluída em 2016, com a publicação do Guia Setorial para a Proteção de Solos e Águas Subterrâneas, no Setor Petrolífero. O Guia constitui um documento de referência no que diz respeito às técnicas e metodologias a aplicar no âmbito da avaliação da qualidade dos solos e águas subterrâneas potencialmente contaminados.

O seu propósito é definir as diretrizes sobre “o que fazer” e “como fazer” perante uma potencial contaminação de solos e/ou de águas subterrâneas, com produtos petrolíferos.

Galp com atuação responsável e proativa

Graça Brito, especialista em proteção dos solos e águas subterrâneas, tem feito parte das equipas da FCT que apoiam a Galp nos seus processos de descontaminação e remediação. A professora e investigadora acredita que a empresa tem preocupações ambientais e que identifica problemas atempadamente.

É frequente a Galp recorrer a especialistas independentes para que sejam realizados estudos a vários níveis, sobretudo com dimensão ambiental. A sua ligação aos polos universitários enriquece os seus conhecimentos e o seu trabalho, garantindo até a necessária isenção nos procedimentos. Graça Brito, professora auxiliar no Departamento de Ciências da Terra e investigadora do Centro Geobiotec da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, lidera uma das equipas que frequentemente trabalha com a Galp no que diz respeito à descontaminação e remediação dos solos.

Em entrevista ao nosso canal, a perita refere que considera positiva a atuação das empresas do setor petrolífero em Portugal, pois estas, unidas na APETRO, associação empresarial, promoveram a realização de um guia específico para avaliação da contaminação e remediação de solos, o que demonstra preocupações a nível ambiental. Graça Brito refere ainda que a Galp, em particular, tem sido proativa. Relata ainda que a empresa tem outros aspetos positivos, como a boa formação e autonomia dos seus técnicos, que colaboram de forma célere na avaliação de áreas contaminadas. “Em trabalhos de campo, onde por vezes é necessário decidir rapidamente esta é uma grande mais-valia”.

Leia a entrevista completa da Professora Graça Brito.

Provisões ambientais para remediação e descomissionamento

Constituímos anualmente provisões para passivos ambientais. Estas são estabelecidas, regra geral, de modo a prover recursos para processos de descontaminação de solos e águas subterrâneas, bem como para projetos de abandono de blocos decorrentes da atividade E&P.

No exercício de 2017 o montante de provisões para fazer face a estas matérias foi de €299.589 (*).

Provisões (€k) 2013 2014 2015 2016 2017(*)
Ambiente 3.781 2.021 2.208 3.454 18.092
Abandono de blocos 88.227 111.360 128.795 139.060 281.497

(*) estes valores carecem de verificação do ROC