Industrial

A Galp é detentora da única refinaria em funcionamento em Portugal, localizada em Sines, e também opera múltiplos terminais marítimos e parques de armazenamento na Península Ibérica.

A refinaria de Sines tem uma capacidade de destilação de aproximadamente 226 kbpd e é um ativo fundamental para a economia portuguesa e um dos maiores da Península Ibérica. A complexidade e capacidade de conversão, bem como a vantagem estratégica devido à sua localização costeira e à infraestrutura portuária de águas profundas em Sines, tanto para o abastecimento de petróleo bruto, bem como para a exportação de produtos refinados, tornam esta refinaria altamente competitiva e bem posicionada para prosperar no futuro, apesar dos desafios que o setor enfrenta.

No final de 2020 e após uma avaliação rigorosa das alternativas, a Galp decidiu descontinuar a partir de 2021 as operações de refinação em Matosinhos, uma refinaria com 110 kbpd de capacidade e menor complexidade, na sequência das mudanças estruturais nos padrões de consumo de produtos petrolíferos, impulsionadas pelo contexto regulamentar europeu e pelos efeitos da pandemia. A Galp continuou a abastecer o mercado regional, mantendo o acesso ao terminal marítimo, instalações de armazenamento e distribuição em Matosinhos e está atualmente a avaliar alternativas de utilização para o complexo.

Já em 2022, a Galp assinou um protocolo de cooperação para a reconversão dos terrenos até agora ocupados pela refinaria de Matosinhos. O desenvolvimento de um Innovation District e a cedência de parcelas de terreno para a construção de um polo universitário são dois dos projetos em avaliação ao abrigo deste protocolo, que pretendem promover a valorização económica, social e ambiental de toda a região Norte do país, posicionando esta iniciativa no topo dos projetos mundiais de tecnologia associada a energias sustentáveis

Desempenho operacional em 2021

As matérias-primas processadas totalizaram 76,6 mboe, menos 12% YoY, considerando apenas a capacidade de processamento da refinaria de Sines em 2021, que funcionou em condições macro mais favoráveis. Durante o ano, a eficiência do sistema e os volumes de produção foram afetados por restrições operacionais no fluid catalytic cracking (FCC) no primeiro semestre do ano, um evento não planeado num dos fornos da unidade de destilação atmosférica (ADU) em outubro, e manutenções planeadas nas unidades de hydrocracker, alkylation e visbreaker no quarto trimestre do ano.

O petróleo bruto representou 85% das matérias-primas processadas, 87% do qual corresponde a crudes médios e pesados. Todos os crudes processados eram sweet.

A margem de refinação de Galp subiu YoY de $1,1/boe para $3,3/boe, na sequência da melhoria do contexto internacional de refinação.

O gasóleo e a gasolina foram os produtos mais relevantes no cabaz de produção da Galp, representando 38% e 26%, respetivamente. A produção de fuelóleo representou 20% da produção Galp, sendo todo Very Low Sulphur Fuel Oil (VLSFO).

A Galp continua focada na melhoria da competitividade da sua refinaria de Sines, num ambiente em que a regulação se torna cada vez mais exigente e num mercado de produtos petrolíferos desafiante.

Nota: Na sequência da decisão de descontinuar as atividades de refinação em Matosinhos, os indicadores de Industrial & Energy Management de 2021 excluem a contribuição da refinação de Matosinhos. Os números de 2020 foram mantidos tal como foram reportados, incluindo a contribuição de Matosinhos.

De uma refinaria cinzenta a um parque de energia verde

A Galp pretende transformar a sua unidade industrial de Sines num parque de energia verde até 2030, melhorando a sua eficiência energética e reduzindo a sua pegada de carbono. A expansão para a produção de biocombustíveis avançados, através da instalação de uma unidade de Hydrogenated Vegetable Oil (HVO), e a incorporação de oportunidades relacionadas com o hidrogénio verde serão passos importantes nesta transição.

Neste caminho, a Empresa espera reduzir 50% das emissões operacionais, incluindo os âmbitos 1 e 2, até 2030, face aos níveis de 2017. A concentração das atividades de refinação em Sines, descontinuando Matosinhos, bem como a implementação de outras iniciativas já permitiram uma redução de 30% das emissões operacionais.

Transformação digital das nossas operações industriais

A Galp está constantemente a melhorar e otimizar as suas operações de refinação e logística, reduzindo custos, capitalizando a disponibilidade do sistema e reforçando os procedimentos de controlo de segurança. Durante 2021, foram implementadas várias iniciativas digitais nos nossos ativos industriais:

  • Implementação de uma ferramenta digital para otimizar a programação das operações de refinação, desde a descarga do crude até à expedição dos produtos;
     
  • Implementação de um programa de manutenção preditiva, que permite a utilização de machine learning para detetar anomalias em operações de equipamento;
     
  • Implementação de um projeto de operador móvel na refinaria de Sines, terminais marítimos e parques de armazenamento, que assegurará uma comunicação mais rápida e eficaz entre os operadores para a gestão das tarefas operacionais.

Logística

A Galp beneficia do acesso a vários terminais marítimos em Portugal, nomeadamente em Sines e Leixões, e detém vários parques de armazenagem na Península Ibérica. A Empresa detém igualmente participações em empresas de logística em Portugal e beneficia do acesso a diversos oleodutos na Península Ibérica, com um total de 4,3 mil quilómetros.

O vasto sistema logístico da Galp está integrado com operações logísticas relevantes em Espanha, possibilitando a entrega de produtos de forma eficiente e permitindo uma elevada flexibilidade na distribuição e nas vendas.

Infraestruturas reguladas de distribuição (GGND)

A Galp, através da sua empresa associada Galp Gás Natural Distribuição (GGND), detém uma participação em nove distribuidoras de gás natural em Portugal.

Através da GGND, a Galp explora uma rede de distribuição com mais de 13.000 km. No final de 2020, a base de ativos regulados estava avaliada em cerca de 1,1 mil milhões de euros.

Em novembro de 2020, a Galp acordou em vender uma participação de 75,01% na GGND, onde detinha 77,5%, à Allianz Capital Partners. Após a conclusão da transação em 2021, a participação da Galp é de 2,4%.

Saiba mais sobre a GGND aqui.

CLC

Detemos uma participação de 65% na CLC, a empresa de logística portuguesa proprietária do único oleoduto multiproduto existente em Portugal. O oleoduto da CLC tem 147 km de comprimento e capacidade para transportar 4 mt de produtos petrolíferos de forma sequencial.

Outros

A Galp detém ainda uma participação de 75% na Companhia Logística de Combustíveis da Madeira (CLCM), que explora o parque de depósitos de armazenagem da Madeira, e uma participação de 60% na Sigás, a unidade de armazenagem de gás propano em Sines.

 

Portefólio de refinação e logística

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